A chamada geração do computador, formada por estudantes e profissionais de escritório, é a maior vítima

Camila Tsubauchi

Nas clínicas de ortopedia, os joelhos foram superados pela coluna em volume de consultas. A maior parte dos atendimentos realizados hoje tem como foco dores nas costas. As causas são variadas, desde o futebol de domingo até ficar sentado no escritório durante horas. Isso mesmo. Pouco ou nenhum movimento também pode causar dores.

A chamada geração do computador, formada por estudantes e profissionais de escritório, é a maior vítima. Tornou-se cada vez mais comum ver jovens entre 20 e 30 anos reclamando de dores nas costas. No consultório do ortopedista Decio Yvan Sanches Filho, de Guarapuava, os problemas de coluna dominam o total de atendimentos.

“É disparada a maior queixa”, conta. Nessa idade, a dor é motivada pela falta de exercícios físicos regulares e postura incorreta. “Na pessoa mais idosa o exame aponta desgaste do osso. No jovem ainda não deu tempo de gastar, mas tem o encurtamento do músculo”, explica o médico. A cadeira do escritório pode ser a vilã.

Permanecer oito horas por dia sentado na mesma posição, com a coluna relaxada, faz com que o músculo se contraia. Ao levantar, a musculatura tende a se esticar para voltar ao tamanho normal e acompanhar a estrutura óssea. É nesse momento que surge a dor, destaca o ortopedista.

No início, as ocorrências são esporádicas e facilmente resolvidas com analgésicos e relaxantes musculares. Com o passar do tempo, entretanto, o quadro tende a se agravar.
A gerente de imobiliária Patrícia dos Santos, 25, trabalha em escritório há três anos. Em meados de 2012, passou a sentir um desconforto na região lombar – a parte mais próxima do quadril.

Em menos de quatro meses, a dor evoluiu tanto que se tornou insuportável. No consultório do ortopedista veio o diagnóstico: má postura e falta de alongamento. “Ele me mandou fazer fisioterapia para alongar e fortalecer a musculatura, porque a gente acaba tendo uma vida mais sedentária também”.

Somente após um mês de sessões diárias o alívio começou a aparecer. Além disso, foi preciso mudar o comportamento no trabalho. Patrícia buscou adequar a altura da cadeira, o acesso ao mouse do computador e o apoio dos pés. “Ainda chego de manhã e alongo. Trabalho muitas horas e ando um pouco, me estico e depois volto para a mesa de novo”.

Segundo a fisioterapeuta Maria do Carmo Borazo, esses intervalos são essenciais para prevenção das dores nas costas. “A gente recomenda que trabalhe uma hora e pare dez minutos. Os exercícios podem ser feitos sem sair da cadeira”, indica. Para Sanches Filho, uma caminhada até o banheiro ou até a mesa de café também pode ajudar.

Inimiga do trabalho

Dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) mostram que a dor nas costas está entre as principais causas de aposentadoria por invalidez no Brasil. Entre janeiro e novembro de 2012, mais de 116 mil pessoas receberam auxílio-doença por esse motivo.


Fonte: Diário de Guarapuava

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